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SWEET MINEIRA Sonata Cravo e Canela (programa Metrópolis) Sonata Cravo e Canela (programa do Jô) A Sweet Mineira (1998) é baseada em temas de Milton Nascimento. A idéia de utilizar temas do compositor e cantor popular brasileiro Milton Nascimento (1942) na elaboração de uma nova obra para quarteto de violões foi uma sugestão direta do compositor Leo Brouwer. A conversa que inspirou Sweet Mineira ocorreu em Montevideu (Uruguai), logo após o Quaternaglia ter gravado a obra integral para quatro violões do compositor cubano (CD-JHO, 1995). Sergio trabalhou a partir de quatro temas de Milton, três dos quais mencionados por Brouwer. No primeiro movimento dialogam e fundem-se "Ponta de Areia", uma bela melodia pentatônica que conta a história de uma ferrovia abandonada no caminho entre Minas Gerais e Bahia, e "San Vicente", o relato de um "sonho estranho" que faz preencher de "vidro" e "corte" a subjetividade latino-americana. Ambas as canções contam com versos escritos por Fernando Brant. Segue-se - com versos de Ronaldo Bastos - "Cais", cuja letra carregada de tensão pontua a necessidade de "inventar os limites para poder se soltar", de "inventar o sonhador para poder sonhar", e "Cravo e Canela", que enumera com humor e malícia os mais variados "temperos" da culinária mineira. Na forma sonata quase clássica adotada para esse movimento final, Molina cita, ironicamente, o início da re-exposição do primeiro movimento da sonata Appassionata op.57 de Beethoven: uma nota dó grave - obstinadamente repetida - interfere no tema, atrapalha o seu ressurgimento; mas, apesar do incômodo, ele insiste em voltar e acaba finalmente se impondo, como se nada tivesse ocorrido. "San Vicente", "Cais" e "Cravo e Canela" foram lançadas por Milton no histórico LP Clube da Esquina (1972), enquanto que "Ponta de Areia" surgiu no disco Minas (1975). A peça, dedicada ao Quaternaglia, foi estreada em 1998 (São Paulo) e em 2003 (Estados Unidos) e gravada em 2004 (para o CD Presença) e em 2006 (para o DVD Quaternaglia em versão ao vivo).
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